segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vem aí o ponto eletrônico

Foto: Refereetip
Na última Copa América, realizada na Argentina,  o quarteto de árbitros utilizou  o ponto eletrônico e bandeiras eletrônicas de última geração. Em que consiste o ponto?  É um sistema no qual o árbitro, os assistentes e o quarto árbitro, recebem um equipamento leve e pequeno, que é fixado na região do quadril, com um microfone colocado ao ouvido, o que permite a comunicação entre a arbitragem  durante a partida.

O ponto eletrônico foi aprovado pela Fifa, com a missão precípua de propiciar uma melhor interação entre os homems do apito, sobretudo nos lances que fujam do campo visual do árbitro central no transcurso do jogo.  O ponto,  já é  utilizado há mais de uma década em diferentes competições da entidade e em demais Continentes, e teve como um dos precursores, o ex-árbitro da Federação Francesa de Futebol, Michel Vautrot, atual diretor de árbitros daquela entidade.

Mas o pioneiro no uso dessa tecnologia,  foi o ex-árbitro  Laurent Duhamel (foto), que em recente entrevista ao jornal francês  L'Equipe, afirmou que,  o  nominado equipamento  auxilia sobremaneira  o trabalho da arbitragem nas tomadas de decisões, mas não impede o árbitro de cometer equívocos. Além do exposto, Duhamel, enfatizou que dois fatores são fundamentais para o sucesso da eficiência do indigitado equipamento. A sua qualidade e o treinamento adequado daqueles que irão usá-lo.

Pois bem, no próximo domingo, quando a bola rolar no campeonato paranaense, o torcedor verá essa importante ferramenta acoplada ao corpo dos árbitros da Federação Paranaense de Futebol. A  confraria do apito da Casa Gêneris Calvo, vai utilizar um equipamento, que a maioria das federações já usam, mas isso não me impede de torcer para que tudo dê certo, e que o nível da arbitragem do Estadual/2012, apresente uma melhor qualidade em relação aos anos anteriores.

PS (1): Leandro Júnior Hermes, árbitro da Federação Paranaense de Futebol, que apitou Corinthians/SP x Flamengo/RJ, pode até ter futuro na função, mas precisa corrigir imediatamente a  sua postura  dentro do campo de jogo e adotar um modelo de deslocamento nas jogadas de baixa, média e alta velocidade. Se continuar com a postura atual e não aprimorar as deficiências de posicionamento e deslocamento, quando for escalado em  competições de maior envergadura pela CA/CBF,  onde a observação é realizada por instrutores de maior capacitação,  sofrerá restrições e sua carreira ficará circunscrita ao futebol do Paraná.  

PS (2): Com  a ascensão de Francisco Carlos Nascimento (AL) ao quadro  da Fifa, e a provável substituição de André Luis Castro (GO) e Nielson Nogueira Dias (PE), por terem ultrapassado a idade limite para serem indicados para o quadro internacional,  nos próximos dias, três novos apitos serão indicados para completar o quadro de Asp/Fifa da CBF. Detalhe: fui buscar informações sobre os  nomes que poderão compor a lista e me foi informado, que o quadro de árbitros da Federação Paranaense de Futebol,  não possui nenhum nome que preencha os requisitos exigidos pela CA/CBF e da Fifa.  Enquanto o setor de arbitragem da Federação Paranaense de Futebol,  não implementar um novo  modelo de gestão, e não elaborar um projeto de excelência de formação de novos árbitros, com uma Escola de Arbitragem composta por  pessoas altamente capacitadas, os nossos homens de preto com exceção  de dois ou três nomes, continuarão a margem do processo em âmbito nacional. 


 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Bola mecânica é a interrogação que vive o futebol

                                                 Foto: Apito do Bicudo

O futebol, talvez o mais conservador dos esportes, poderá dar um passo gigantesco rumo à "modernidade" nos próximos dias. A novidade deverá surgir na próxima Reunião do International Board, que acontecerá no crepúsculo de fevereiro e limiar de março, na Inglaterra.

É aguardado com expectativa, os resultados dos experimentos que as empresas autorizadas pela Fifa, realizaram com o chip na bola e sua eficácia, que serão apresentados nessa reunião. A experiência nominada,  vem sendo testada desde fevereiro de 2005,  primeiro, numa partida da Seleção Alemã, na cidade de Nuremberg,  posteriormente no Mundial Sub-17, no Peru, em setembro do mesmo ano, e mais recentemente no Mundial de Clubes, no Japão em 2007, onde ficou constatada algumas imperfeições.

 A bola com chip, ou bola inteligente como é denominada pela entidade que controla o futebol no planeta, em que pese toda a tecnologia top de linha nela utilizada,  ainda não conseguiu provar 100%, quando a bola ultrapassa totalmente a linha de meta ou não. A bola  foi criada pela Adidas, em parceria com a Cairos AG e o Instituto Fraunhofer, todos com sede na Alemanha. 

A bola inteligente funciona da seguinte forma. Ele tem um microchip de menos de 15 milímetros. Esse manda um sinal de rádio quando a bola ultrapassa a linha de meta, como se tocasse uma cerca elétrica. Esse sinal é transmitido por 12 antenas colocadas  nas extremidades do campo para um computador, que envia a mensagem para um receptor no pulso do árbitro em menos de um segundo.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, que sempre se mostrou contrário a utilização da tecnologia para auxiliar a arbitragem a dirimir lances polêmicos, tentou ao final do ano que passou, manter o discurso conservador em meio a novidade que será apresentada:  “Essa tecnologia para a linha do gol é suficiente. O futebol deve manter seu caráter humano e deve aceitar os equívocos dos árbitros.  Se nós começarmos a fazer um jogo  muito científico, ele perderá  sua fascinação, afirmou Blatter, ao jornal alemão Bild”.

PS: o futebol desde que o seu inventor trouxe à população mundial, apesar de remoto tempo, sofreu poucos acréscimos, mas na essência continua o mesmo: vinte e dois atletas; uma bola, e árbitros necessários, naturalmente contando-se mais ainda   a platéia. Existiu sempre uma vontade sonora de apresentar inovações quanta à sua prática, todavia essas não passaram do plano da teoria. Agora, quando se fala em colocar no gramado a bola eletrônica, tudo isso deve ser considerado como o testemunho verdadeiro daqueles que não tem o que fazer, visto que o futebol nunca mudará as suas características, pois é uma verdadeira “religião”, com aproximadamente 300 milhões de seguidores das suas regras, que tem a força de uma “bíblia”. E “bíblia”, é livro que não pode ser mudado,  porque foi escrito para ser obedecido eternamente.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Em teste de visão, árbitros fecham olhos para 'polêmica Gutemberg'

No exame oftalmológico realizado anualmente pela Federação Paulista de Futebol (FPF), os árbitros de São Paulo demonstraram bom humor e paciência para aguardar a hora da avaliação no Hospital Cema, localizado na parte interna do Shopping Aricanduva (Zona Leste da capital). Mas os sorrisos foram interrompidos na manhã desta sexta-feira quando o assunto era a última crise da arbitragem nacional.

Na semana passada, o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca acusou o chefe da Comissão Nacional da categoria, Sérgio Corrêa, de corrupção e afirmou ter provas sobre recomendações de benefícios para alguns clubes. Ainda por cima, citou os termos 'mentiroso, mariquinha e corrupto' para designar o dirigente.
'Eu estou acompanhando de longe esse caso', despistou o árbitro Flávio Guerra, seguido de Paulo César de Oliveira, o integrante mais antigo do quadro da Federação Paulista de Futebol. 'Eu posso garantir que nunca fui pressionado por um dirigente de arbitragem'.

Nas entrevistas, Gutemberg de Paula Fonseca citou que se sentiu coagido por Sérgio Corrêa antes da partida entre Corinthians e Goiás, em 2010. Ele interpretou a frase 'vai lá, boa sorte, vai apitar jogo do Timão, hein?' como uma recomendação para beneficiar o clube de Parque São Jorge.
Aos árbitros da FPF, a acusação de Gutemberg de Paula Fonseca não irá criar uma pressão, sobretudo em jogos do Corinthians. 'Vai ser como trabalhar em partidas de outros clubes grandes, o árbitro precisa fazer seu trabalho em campo e esquecer o que os outros falam, pensar que o que é justo, é justo', comentou o experiente Wilson Luiz Seneme, um dos dez brasileiros integrantes do quadro da Fifa.

Presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, o tenente-coronel Marcos Marinho considerou precipitada a declaração de Gutemberg de Paula Fonseca. 'Eu acho que ele exagerou, o Sérgio deve ter falado dessa forma para ressaltar a importância da partida, acho que o Gutemberg ficou magoado por não continuar no quadro da Fifa', opinou.

Exames: A Federação Paulista de Futebol (FPF) promoveu o teste oftalmológico pela 12ª vez com os árbitros. Conhecido por sua exigência, Marcos Marinho define a análise da visão como mais um ponto importante para buscar a plenitude de desempenho dos apitadores.
'É um complemento do trabalho que fazemos, você busca o melhor desempenho físico e técnico', afirmou o chefe da arbitragem paulista. 'É importante não só para a questão dos árbitros, mas até para a saúde do indivíduo', emendou.

Responsável pelos exames desta sexta-feira, o diretor técnico do Hospital Cema, Pedro José Monteiro Cardoso, reconhece que não há a obrigação de o apitador ter uma visão perfeita. 'Para o público entender melhor como funciona, se ele tiver, por exemplo, um olho 100% e o outro na faixa de 80% de visão, não há problema', explicou.

Todos os árbitros e assistentes foram submetidos a análises de refração, pressão nos olhos, glaucoma, além de provas de campo visual e percepção de cores e tridimensional. 'Nós fazemos um relatório dos resultados, mas a decisão final sobre um possível afastamento do árbitro é do coronel Marcos Marinho', finalizou Pedro José Monteiro Cardoso.

Fonte: Gazeta Press

PC sai na frente na Libertadores




Carlos Alárcon,  o homem forte do setor do apito  da Confederação Sul Americana de Futebol, anunciou a escala de árbitros do mais importante torneio  da América do Sul, a Copa Toyota Libertadores da América.  No que diz respeito a arbitragem brasileira, a  primeira rodada da  Libertadores, traz a presença do trio de árbitros,  composto por Paulo Cesar de Oliveira (foto), Emerson de Carvalho e Roberto Braatz, no prélio entre Arsenal (Argentina) x Sport Huancayo (Peru). Confira abaixo as demais partidas e os apitos.

El Nacional (ECU) x Libertad (PAR)
Árbitro: Victor Hugo Rivera (Fifa/PER)

Union Espanhola (CHI) x Tigres (ME)
Árbitro: Alfredo Intriago (Fifa/ECU)

Real Potosi (BOL) x Flamengo (BRA)
Árbitro: Liber Prudente (Fifa/URU)

Internacional (BRA) x Once Caldas (COL)
Árbitro: Martin Vazquez (Fifa/URU)

Penharol (URU) x Caracas FC (VEN)
Árbitro: Federico Beligoy (Fifa/ARG)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"Árbitro galã" diz ter sido vítima em vídeo erótico na internet e processará amiga

Bruno Freitas  

Do UOL, em São Paulo

Ilustre no futebol baiano em razão da fama de galã, o árbitro Diego Pombo admitiu na quarta-feira através de sua assessoria ser a pessoa que aparece em um vídeo de teor erótico que caiu na internet. O juiz do quadro da CBF responsabiliza uma mulher com quem se comunicava pela web pela publicação indevida e já acionou seus advogados no intuito de entrar com um processo de calúnia e difamação contra a interlocutora virtual.
De acordo com a assessoria do árbitro baiano, a intenção é evitar tornar público o nome da mulher em questão, apesar do enfrentamento judicial.
  • Divulgação/Site pessoal Jovem Diego Pombo (à direita na foto) já foi eleito o árbitro revelação do Campeonato Baiano
No vídeo em questão, Diego Pombo usa um jaleco e se despe totalmente, se exibindo sexualmente diante de uma câmera de internet. Além da arbitragem, o baiano é fisioterapeuta e vem estudando teatro.
FAMA DE GALÃ EM CAMPO
Aos 25 anos, Diego Pombo foi um dos destaques da última edição do Campeonato Baiano, por aspectos esportivos e também por questões fora do jogo. O juiz ganhou um concurso de mais belo do Estadual, derrotando o goleiro Tiago (Bahia), Vandré (camisa 1 do Vitória da Conquista) e o zagueiro Alison (Vitória) em uma eleição promovida pelo site da Rede Bahia, afiliada local da TV Globo.
Com 1,90m e 85 kg, Diego preparou o corpo para o trabalho de arbitragem após praticar natação por oito anos, além de treinar boxe. No entanto, abandonou as duas modalidades pouco depois de decidir levar a sério o apito, ainda com 16 anos.
Em entrevista ao UOL Esporte em junho de 2011, Diego Pombo afirmou que, apesar do sucesso através da beleza, sua prioridade momentânea era a arbitragem. O juiz disse ter recebido conselhos do experiente gaúcho Carlos Eugenio Simon e descartou na época protagonizar algum ensaio sensual.
"Acho prejudicial se expor demais, nunca pensaria em posar nu, fazer um ensaio sensual. Um árbitro precisa manter uma conduta de seriedade, adquirir mais respeito", afirmou.
Depois desta entrevista, Pombo acabou posando para ensaios como modelo, em trabalho que teria desagradado o comando da arbitragem da CBF.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Podemos errar sem querer

As inúmeras falhas cometidas pelos árbitros e assistentes durante uma partida de futebol podem ser explicadas através de estudos científicos. Os homens de preto ganharam um forte aliado, que poderá atenuar as agressões que são lançadas pelos espectadores contra as tomadas de decisões da arbitragem, quando equívocos são cometidos em descompasso com as Regras do Jogo de Futebol.

De acordo com estudo divulgado recentemente pela Revista Science, assinado pelos pesquisadores Liqiang Huang, da Universidade de Hong Kong, Anne Treisman, da Universidade de Princeton, e Harold Pashler, da Universidade da Califórnia, todos os seres humanos possuem uma fraqueza e têm dificuldades para captar o movimento de dois ou mais objetos ao mesmo tempo, assim como mais de uma cor ou orientação espacial simultaneamente.

Em síntese, a impressão que temos de visualizar uma cena complexa por inteiro é só coisa da nossa cabeça. Segundo os pesquisadores, a visão humana funciona percebendo só uma característica por vez em cada ponto do espaço. Para cada local, só daria para perceber conscientemente uma cor (verde, por exemplo) e movimento (para a direita) por vez.

No momento de processar a informação de uma cena complexa, o cérebro teria de realizar uma escolha: poderia captar, ao mesmo tempo, dois objetos e suas posições, porém não conseguiria captar com a mesma clareza as cores deles, ou a direção e velocidade de seu deslocamento.

Analisar as limitações da percepção humana não é uma novidade. Há outros estudos que mostram que, mesmo em situações bem mais simples que uma partida de futebol, a capacidade de perceber uma imagem depende muito da quantidade de imagens nas quais as pessoas estão focadas conscientemente.

O estudo dos cientistas termina afirmando que é como se o árbitro ou assistente conseguissem ver com certa facilidade as posições tanto do lançador quanto do atacante, mas sofresse mais para ver que a camisa deles é a mesma, e não a do time que está na defesa. O mesmo parece valer para o movimento: se dois atletas estão se mexendo, a visão fica borrada.

Os pesquisadores sugerem que, na verdade, a mente faria uma imagem composta da cena, juntando dados de instantes diferentes num quadro artificial único. Resta saber qual será a posição da Fifa com relação à pesquisa e quais serão os mecanismos que a entidade adotará para melhorar o campo visual dos árbitros e assistentes.

Os humanos tem seu tempo
Questiona-se e muito, o porquê de a Fifa limitar a idade do árbitro de futebol aos 45 anos. A resposta pode estar na última edição do British Medical Journal, que relata estudos desenvolvidos pelos pesquisadores do Centro de Pesquisa em Epidemiologia e Saúde da População, da França, e da University College London, da Grã Bretanha. Os cientistas das duas entidades, estudaram a mente de sete mil funcionários públicos do Reino Unido - (homens e mulheres) durante uma década, e detectaram um pequeno declínio de raciocínio em ambos os sexos com idade entre 45 e 49 anos.

As pessoas que foram pesquisadas, foram submetidas a testes de memória e de compreensão auditiva, visual e de vocabulário. No período em que o estudo foi desenvolvido, mulheres e homens de 45 a 49 anos apresentaram declínio mental médio de 3,6%. O pesquisador francês, Archana Sing-Manoux, que analisou minuciosamente o estudo, termina sua conclusão com uma afirmação contundente: os resultados podem ser piores ao se testar a população em geral, já que os voluntários que participaram da pesquisa tinham hábitos saudáveis e classe social razoavelmente elevada.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Moeda que explica impedimento está errada, dizem árbitros

Iniciativa da organização dos Jogos Olímpicos de Londres e da Casa da Moeda britânica de homenagear a lei do impedimento nas moedas de 50 centavos de libra cria polêmica.

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Considerada uma das regras mais complicadas de se explicar para uma pessoa leiga ou pouco familiarizada ao futebol, a lei do impedimento acabou homenageada, em nome da
modalidade, pela organização dos Jogos Olímpicos de Londres em conjunto com a Casa da Moeda britânica nas moedas de 50 centavos de libra (R$ 1,42), na última quarta-feira - ao lado de outras 29 modalidades esportivas. Porém, na sexta-feira, o jornal The Guardian publicou reportagem mostrando que a figura retratada na moeda remete à lei antiga da regra e é totalmente confusa aos padrões atuais.
Nela, um atleta tem duas opções de passe: a primeira, à esquerda, mostra um triângulo "à frente" do penúltimo zagueiro - o que caracteriza a infração. Já a segunda figura, com a representação dos jogadores por um quadrado ao lado de outro triângulo (representando atletas de times distintos) traz a inscrição "não impedido". Porém, como explica a reportagem do veículo britânico, a representação mostra a lei de impedimento que vigorava no futebol até 1995, ano da aplicação do chamado "impedimento passivo" pela International Board - órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol mundial.

O impedimento passivo acontece quando um jogador em situação irregular veja um lançamento em sua direção, mas opte por se omitir da jogada para que um companheiro, em condição legal, possa receber a bola e prosseguir com o ataque. A regra diz que, no momento do lançamento, o jogador do ataque alvo do passe deve estar posicionado, ao menos, na mesma linha do penúltimo adversário em seu campo de defesa.

Como resposta às críticas, a Casa da Moeda britânica alegou que a inscrição gravada na moeda foi feita para "provocar discussão" sobre o tema, argumento prontamente rebatido por Mal Davies, membro da Associação de Árbitros da Inglaterra, que explicou que o uso da informação antiga é "embaraçosa" e pode se tornar uma forma de pressionar os árbitros em partidas, além de fazer a regra ficar ainda mais confusa.

A polêmica ficou completa com a defesa por parte do designer da moeda, Neil Wolfson, explicando que ela apenas sinaliza uma posição de impedimento e que a falta de espaço não permitiu que a figura tivesse maiores detalhes. A Casa da Moeda colocou em circulação na Inglaterra aproximadamente 500 mil moedas homenageando o futebol, com a inscrição alusiva ao impedimento.

Fonte: Terra 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Eis o verdadeiro cara do futebol brasileiro

 Foto: Alberto Hélder
Na vida moderna, ou mesmo em todos os tempos, o comandante esteve acima dos soldados e era da competência dele fazê-los aptos ao desempenho de suas responsabilidades e capacidade de bem concluir a tarefa. A introdução presente traz à cena Sérgio Corrêa da Silva (foto), presidente da CA/CBF, que em consequência disso verte o presente articulado que, tem por fim prestar não apenas uma homenagem, como se poderia dizer, mas também a gratidão do futebol brasileiro à sua pessoa.
Um olhar para o país que tem o maior número de partidas oficiais no ano, isso em relação ao futebol profissional, dirigida por única entidade que é a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a escalação de árbitros é algo que exige postura e seriedade de quem é responsável pela missão.

Tanto assim, que Sérgio Corrêa tem semana a semana, na sua maioria em intervalos menores no dia a dia, que apontar árbitros, assistentes, quarto árbitros, assessores de árbitros e delegados especiais para jogos da Copa do Brasil e de mais quatro certames nas Séries A, B, C, e D. Isso na multiplicação de cada prélio, coloca em campo número expressivo de árbitros, o que é um verdadeiro teste de capacitação para bem cumprir a responsabilidade, que, prescinde afirmar, é de dimensão tremenda.

E Sérgio Corrêa já vem fazendo tão significativo trabalho há muitos e muitos anos, podendo-se dizer que ele é para o futebol brasileiro aquilo que foi Stve Jobs para a cibernética ou o que significa José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, para a TV brasileira.

Dito isso, tem-se por certo que na apologia feita a Sérgio Corrêa, fica a impressão inafastável que ele é um notebook biológico. Assim, torcedores, cartolas, imprensa, clubes, atletas, técnicos, federações, ficam conhecendo um pouco daquele que é o verdadeiro “cara” do futebol brasileiro. Em nossa opinião, o indigitado dirigente é merecedor de um busto nas adjacências da CBF, pelo que já realizou e pelo que ainda virá projetar no setor da arbitragem brasileira.

Setor esse que agrega os personagens mais importantes do futebol que são os árbitros, que, na realidade, para quem se concentrar e meditar com equilíbrio, observará que os homens do apito são tão importantes no contexto de uma partida de futebol como Pelé, Maradona, Messi, Neimar e tantos outros para o futebol mundial. Digo isso porque, num trilar do apito do árbitro ou no levantar da bandeira pelo assistente, de forma inadequada se decide o destino de uma partida, de uma classificação e, por extensão, de um título.

PS: não conheço o presidente da CA/CBF, Sérgio Corrêa da Silva, com quem falei pouquíssimas vezes ao longo dos últimos quatro anos via fone. Mas, para tecer as considerações em tela a seu respeito, o fiz embasado no acompanhamento semanal, que faço a cada divulgação das escalas de arbitragem nos últimos anos nas competições sob a jurisdição da CBF, que são: Copa do Brasil, Séries A, B, C e D. Além do exposto, o nominado dirigente ao assumir o comando da arbitragem nacional, deu continuidade ao excelente trabalho de aprimoramento e aperfeiçoamento aos apitos brasileiros, com a realização de inúmeros cursos com Instrutores da Fifa, na Granja Comary (RJ). Trabalho esse que teve como percussor, o Dr. Edson Resende de Oliveira, o que propiciou a revelação de uma plêaide de árbitros futuristas nunca antes revelada no futebol brasileiro. São frutos do trabalho de Sérgio Corrêa, Anderson Daronco (RS), Antonio Schneider (RJ), Bruno Boschilia (PR), Fabricio Neves Correa (RS), Francisco Carlos Nascimento (AL), Marcelo Carvalho Van Gasse (SP), Marcio Chagas da Silva (RS), Sandro Meira Ricci (DF), Tatiana Jaques de Freitas (RS), Wilton Pereira Sampaio (DF) e Wagner Reway (MT).




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Apitos e bandeiras da FIFA

A FIFA divulgou a lista dos árbitros brasileiros que integrarão o seu quadro em 2012. 
Evandro Rogério Romam, Heber Roberto Lopes e Roberto Braatz, formam a trempe do futebol do Estado do Paraná no quadro da Fifa de 2012.

Evandro Roman – PR
 Foto: Apito do Bicudo
Heber Roberto Lopes – PR
Foto: Allan Costa
  Francisco Carlos do Nascimento - AL

Leandro Pedro Vuaden – RS
Marcelo de Lima Henrique – RJ
Paulo César de Oliveira – SP
Péricles Bassols Cortes – RJ
Sandro Meira Ricci – DF
Ricardo Marques Ribeiro – MG
Wilson Luís Seneme – SP
               
ASSISTENTES

Alessandro Alvaro Rocha Matos – BA
Altemir Hausmann – RS
Carlos Berkenbrock - SC
Dibert Moises Pedrosa - RJ
Fabrício Vilarinho da Silva - GO
Emerson Augusto de Carvalho - SP
Marcelo Carvalho Van Gasse - SP
Marcio Eustaquio Santiago - MG
Roberto  Braatz – PR
Rodrigo Pereira Joia – RJ
 
ÁRBITRAS

Ana Karina Marques Valentin Alves - PE
Daniella Coutinho Pinto - BA     
Regildênia Holanda de Moura - SP         
 Simone Xavier de Paula e Silva - RJ
 
ASSISTENTES

Janette Mara Arcanjo - MG
Katiuscia Mayer Berger Mendonça - ES
Lilian da Silva Fernandes Bruno - RJ       
Tatiana Jacques de Freitas - RS
 
Fonte: FIFA.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Deve ou não avançar-se para a profissionalização dos árbitros?

Sérgio Corrêa
Foto: Apito do Bicudo
Senhores/as
Com os agradecimentos e votos de felicidades, saúde e prosperidade encerro o ano de 2011 reproduzindo um texto sobre profissionalização da arbitragem apresentado ao Governo portugues pelo Grupo de Trabalho criado para estudar o assunto. São realidades distintas, mas como o assunto vira e mexe é trazido como solução, sem que digam duas coisas: QUEM PAGA A CONTA? A outra realidade está destacada em negrito, com o agravante: O DEMITIDO por erros recorrentes irá conseguir emprego aonde???
Cordialmente,
Sérgio Corrêa
CA-CBF
"Deve ou não avançar-se para a profissionalização dos árbitros? Se sim, qual o melhor caminho para o fazer?
Estas foram as duas perguntas colocadas pelo Governo e o grupo de trabalho criado para discutir o tema responde claramente que o caminho é os árbitros serem profissionais, embora esta mudança deva ser feita por etapas, começando com um grupo restrito de juízes de futebol e podendo eventualmente ser alargada a outras modalidades mais tarde.

“Houve um largo consenso no grupo de trabalho de que se deve caminhar por etapas para a profissionalização dos árbitros e que esta deve começar no âmbito do futebol, nas competições profissionais”, explicou ao PÚBLICO João Leal Amado, o jurista que presidiu ao grupo de trabalho criado para debater a arbitragem. “A primeira, e provavelmente a única modalidade, que tem condições para o fazer, até pelas questões financeiras, é o futebol”, acrescentou este professor de Direito em Coimbra.

No relatório que será hoje apresentado publicamente e a que o PÚBLICO teve acesso, os membros deste grupo de trabalho afirmam que “poucas dúvidas surgiram quanto à necessidade e conveniência de profissionalização dos árbitros internacionais (a pequena parte no topo da carreira)”.

No caso do futebol — modalidade em que jogadores e treinadores são profissionais e que os jogos são transmitidos pela televisão —, o grupo de trabalho assume até “que raia o ridículo que um árbitro se apresente como alguém que se dedica, a título profissional, a outro tipo de actividade (empregado bancário, funcionário público, etc.), surgindo no terreno de jogo como um amador, como alguém que se dedica à arbitragem por puro deleite ou por “espírito de missão”, mas sem fazer disso a sua actividade principal”.

Apesar da defesa acérrima da solução de os árbitros serem profissionais, vista como uma forma de melhorar a sua preparação e reduzir os erros, os membros do grupo também avisam que a ela não funcionará como “uma panaceia”: “Não irá terminar com os erros de quem decide. Tal como, aliás, a profissionalização dos atletas não impede que estes falhem, tantas e tantas vezes, durante a competição desportiva. Tal como, de resto, a profissionalização dos treinadores não impede que estes errem e se enganem amiúde”, lê-se no relatório.

Respondida a primeira questão, o grupo de trabalho partiu então para a segunda pergunta, debruçando-se sobre a melhor forma de o fazer. Sempre salientando que o processo deve ser conduzido com “prudência”, o grupo de trabalho propõe como melhor solução jurídica os árbitros terem um contrato de trabalho (e não de prestação de serviços) com as federações ou ligas profissionais, aconselhando ao Governo que deixe alguma margem de liberdade.

“As federações e os árbitros disporiam, assim, de liberdade para eleger a modalidade contratual que fosse considerada preferível, em função da realidade subjacente a cada modalidade desportiva (por exemplo, escolhendo entre o contrato de trabalho a termo ou sem termo), quanto aos direitos e deveres de cada uma das partes (por exemplo, exigindo ou não exclusividade ao árbitro), quanto à retribuição do árbitro e ao tempo de trabalho e quanto às formas de extinção do contrato (por exemplo, prevendo a extinção do mesmo em caso de avaliação negativa do árbitro, no final da época desportiva)”, lê-se no relatório destes peritos. O documento admite que a exclusividade seria o ideal, mas também refere que essa imposição poderia afastar “árbitros com qualidade” e que não estarão dispostos a dedicar-se em exclusivo a esta actividade.
O grupo de trabalho sobre a profissionalização dos árbitros foi liderado por João Leal Amado, professor de Direito na Universidade de Coimbra. Os outros seis membros do grupo foram Júlio Gomes (docente de Direito na Universidade Católica do Porto), Lúcio Miguel Correia (jurista), Vicente Moura (presidente do Comité Olímpico de Portugal), Henrique Torrinha Cardoso (representante da Confederação do Desporto de Portugal), Carlos Esteves (ex-presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol) e Vítor Pereira (ex-presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e novo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, após as eleições de 10 de Dezembro).

Fonte: FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL/REFEREETIP